Oficina Mão na Roda

No sábado (9/5), enquanto uns estavam em Itu, na pedalada que não pude ir, outros estavam assistindo o jogo do Brasil, e eu estava aprendendo a arrumar os freios da minha velha bike.

Não sei quem estava mais feliz, mas se existisse um “humortômetro”, eu chegaria ao nível máximo de felicidade!
Eu estava me sentindo como uma criança de 10 anos, pedalando sem rodinhas e aprendendo a verdadeira sensação de liberdade, pela primeira vez.
Sim, foi essa a sensação que tive ao participar da Oficina Mãos na Roda, oferecida pelo SESC e também pelo Silas, pelo Gabriel e por todos da CICLOCIDADE.
Juro que não queria ser repetitiva, mas acho que agradeci umas dez vezes ao Silas, de tanta emoção e alegria.

Silas sentou no chão, sujou toda a mão de graxa e me contou sobre a lixa de ferro nº 80, para passar nas pastilhas e deixá-las melhor. Mostrou-me como regular, numa micro molinha, a pastilha de freio e como no meio da rua eu posso regular os cabos e ter uma melhor frenagem.
Aprendi também como limpar a corrente e depois passar o lubrificante. Ele não parava de me ensinar coisas que eu, sem vergonha, não aprendi em tantos anos, porque sempre que precisava o frentista do posto me ajudava.
Comodismo não combina com ciclistas solidários. Só não aprende quem não quer!

Não é moda e nem onda, mas com a internet consegui unir os ciclistas e também incentivar novos cidadãos. Consegui conscientizar que a bicicleta pode ser um meio de transporte.
Naquele sábado tão lindo, eu também assisti a uma palestra da Aline Cavalcante. Ela contou sobre sua experiência nas ruas de São Paulo, desde o começo, quando veio de Aracaju estudar e não conseguiu se locomover com o transporte público na cidade, “simplesmente porque ele não se locomove”.

Aline começou a pedalar, como eu e muitos outros, por um motivo e com uma história. E o que temos em comum? O amor pela bicicleta e o orgulho de usá-la como meio de transporte. Muito obrigada, Aline.
O Willian Cruz, do Vá de Bike, também estava lá. Pude falar com ele e dizer que sou fã de seu blog! Obrigada, Willian!

A Silvia, que há 25 anos começou a pedalar naturalmente, sem medo e sozinha nas ruas de São Paulo, agora não está mais sozinha!
Obrigada a todos!

Por Silvia Ballan

 

publicado originalmente em um antigo blog

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