MAIS UMA GHOST BIKE NA CHUVA…

Como disse meu amigo Odir, que bom que choveu e ninguém foi colocar a bicicleta branca como se estivesse num passeio.

Tudo começou as 17h com dois Sprays no meu bagageiro, chovia chovia, encontrei Branco, meu amigo. Em sua casa não tinha luz, lá fora tudo ensopado, não tínhamos onde pintar a bike. Resolvemos ir até o largo da Batata num local coberto pelo grupo da Batata. Não conseguimos. Foi então que vimos um toldo de um comércio fechado e lá pintamos a Ghost.

Por volta das 19h15 meus amigos Odir e Gilberto avisam da saída da Paulista e dizem já estar na rua Estados Unidos. Não eram muitos em números. Eram muitos em alma, coração, espírito. Logo nos juntamos aos amigos de casa, yoga, trabalho, de vida da Mari, menina doce, gentil, amiga, assim diziam todos.

Certo momento da noite um amigo chegou e cantou uma canção para Mari. Todos juntos. em oração, canção, sentimos muito a dor, a violência das altas velocidades, a alegria de pedalar e ensinar ao filho o caminho do bem…

Mais uma vez meu amigo Odir traduz perfeitamente:

as bicicletas são brancas para nos lembrar da inocência da pessoa que em sua bicicleta foi vitimada, e também para nos lembrar que a bicicleta é de paz, pois o que há no trânsito não é uma guerra, pois só massacre, uma vez que só se morre do lado de cá.

sim, a morte de mari é sim uma tragédia. tragédia, τραγῳδία, pois uma história com um final não desejado, triste. mari não será uma mera estatística, mas que a tragédia de sua morte seja motor pela luta de um mundo melhor onde a violência dos motorizados não atinja os não-motorizados, os que, como mari, preferem o transporte divertido e inócuo, a bicicleta.

Abaixo um video-homenagem a todos que estiveram ontem em corpo e pensamento:

Instalamos a Ghost Bike ontem. Carros que passavam olhavam, diminuiam a velocidade, entristeciam…. motoristas e cobradores dentro de ônibus imensos olhavam com pesar. Quase todos motoristas e motociclistas diminuiram a velocidade não só pra olhar. Era pra entender, refletir, trocar um olhar com as pessoas que ali estavam a rezar…a pensar numa cidade melhor pra se viver.

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Mariana Livinalli Rodriguez e amigos | São Paulo

 

Silvia Ballan, mãe,ciclista, bike anjo,  bikerrepórter do Instituto CicloBR e colaboradora do Bike é Legal da Renata Falzoni, mãe de Nina, 7, Bia, 16, acredita na educação das crianças em espaços públicos, na rua, na troca … As crianças e adultos são capazes e possuem habilidades para descobrir problemas e solucioná-los de maneira consciente quando conhecem e vivem a cidade.

“Se queremos uma pessoa melhor, cuidamos da criança. Se queremos um cidadão, levamos os pequenos a viver a cidade”, afirma Silvia.

UM DOS NOSSOS OBJETIVOS: mostrar que mãe, filhos, mulher, familias inteiras podem pedalar pela cidade. Não é necessário usar roupas específicas ou ser atleta. 

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3 respostas para MAIS UMA GHOST BIKE NA CHUVA…

  1. Pingback: Mariana Livinalli Rodriguez e amigos | São Paulo | Silvia e Nina

  2. Sheryda Lopes disse:

    Espero nunca ter que pendurar uma dessas para nenhum amigo meu. 😦 A cada vez que um deles é atropelado, dá um aperto no coração.

  3. Thiago Oliveira disse:

    É um trabalho árduo, porém não impossível. É preciso apagar, extinguir essa ideia de “guerra” entre carros, pedestres, motociclistas, ciclistas… Somos todos antes de mais nada, PEDESTRES… alguns como eu também MOTORISTAS… Alguns MOTOCICLISTAS… Alguns, também como eu, CICLISTAS.. Porém antes de qualquer meio de locomoção, somos todos HUMANOS! Mais do que necessário respeitarmos uns aos outros.. Olha o tamanho desse planeta… Olha o tamanho desse País… Olha o tamanho desse Estado, dessa Cidade!!! Cabe todo mundo… todo mundo se respeitando, respeitando as leis de trânsito, respeitando as regras, respeitando a VIDA!
    Irmãos, ninguém está em guerra aqui! Ninguém quer apontar o dedo pra quem tá dirigindo ou atravessando fora da faixa… Queremos que todos vivam maravilhosamente, com muito respeito. Ninguém sai de casa não querendo retornar…

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